FAQ

PERGUNTAS FREQUENTES

O que querem saber sobre a BAL?


Perguntar também faz parte da transformação. A recuperação energética de resíduos ainda é pouco conhecida no Brasil e desperta perguntas legítimas. Reunimos aqui respostas sobre a BAL CIVAP, a tecnologia, o meio ambiente e a relação do empreendimento com os municípios e a comunidade.

O que é a BAL CIVAP?

A BAL CIVAP SPE S.A. é a concessionária privada responsável pela implantação e pela futura operação da Central de Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos e Geração de Energia — a CTGE Eng. Roberto Infiesta, em Palmital/SP. A empresa foi constituída especificamente para executar o projeto previsto no contrato de concessão firmado com o CIVAP — Consórcio Intermunicipal do Vale do Paranapanema.

A BAL CIVAP e o CIVAP são a mesma organização?

Não. O CIVAP é o Consórcio Intermunicipal do Vale do Paranapanema, formado pelos municípios, responsável pela estruturação da solução regional e pelo papel de poder concedente. A BAL CIVAP é a sociedade de propósito específico concessionária, responsável por implantar e operar o empreendimento conforme o contrato e as exigências aplicáveis.

O que é recuperação energética de resíduos?

É o aproveitamento da energia contida no resíduo, por meio de processos de tratamento que a convertem em uma forma útil. Na CTGE da BAL CIVAP, a fração energética do RSU é preparada como Combustível Derivado de Resíduos (CDR), gaseificada para formar gás de síntese e utilizada na produção de vapor e de energia elétrica.

A BAL CIVAP vai queimar o lixo?

Não. O resíduo não é queimado em nenhuma etapa do processo. O RSU passa primeiro pelo beneficiamento e é transformado em CDR. No gaseificador, esse material é submetido a alta temperatura em ambiente subestequiométrico — ou seja, com oxigênio insuficiente para que haja combustão. Nessas condições, o material não queima: suas cadeias carbônicas se quebram e se convertem em gás de síntese. O único material que passa por combustão na planta é esse gás, na caldeira, para produzir vapor. É a mesma lógica de um fogão a gás: a chama está no gás, não no material que deu origem a ele.

Quais resíduos serão recebidos?

A CTGE foi projetada para receber resíduos sólidos urbanos dos municípios participantes, dentro das condições previstas no contrato, no licenciamento ambiental e nos procedimentos de recebimento da unidade. Resíduos não autorizados ou que exijam destinação específica seguem as rotas definidas pela legislação e pelos programas municipais.

A recuperação energética vai acabar com a reciclagem?

Não. O projeto não substitui a coleta seletiva nem a reciclagem. A gestão adequada dos resíduos segue a mesma ordem de prioridade de sempre: não gerar, reduzir, reutilizar, reciclar e, só então, tratar. Os programas ambientais da BAL CIVAP reforçam a separação na origem e o melhor aproveitamento dos recicláveis. A recuperação energética atua sobre a parcela destinada ao tratamento — o que sobra depois de tudo o que pôde ser reciclado.

O projeto coloca o trabalho dos catadores em risco?

A BAL CIVAP não substitui a coleta seletiva nem a cadeia da reciclagem. Ao contrário: quanto melhor for a segregação na origem, melhor funciona o sistema inteiro — inclusive a planta. A coleta seletiva continua sendo responsabilidade de cada município, e é com eles que a articulação com cooperativas e catadores é conduzida.

A CTGE emitirá gases para a atmosfera?

Sim. Como qualquer processo de geração térmica, a operação tem emissões atmosféricas — e é justamente por isso que ela é licenciada, monitorada e fiscalizada. A maior parte do que sai pela chaminé é vapor d’água e CO₂, resultado da queima do gás de síntese na caldeira. Os demais compostos — material particulado, óxidos de nitrogênio e de enxofre, dioxinas e furanos — passam por sistemas de tratamento dimensionados para mantê-los dentro dos limites da Resolução SMA nº 79/2009 e da Resolução CONAMA nº 382/2006, as normas mais restritivas aplicáveis a esse tipo de unidade no Estado de São Paulo. Não existe operação industrial com emissão zero, e a BAL CIVAP não vai dizer que existe. O que existe é emissão controlada, medida e informada.

Como as emissões serão controladas?

O projeto prevê sistemas de engenharia e controle associados à etapa térmica e ao tratamento dos gases, além do monitoramento ambiental exigido pelo licenciamento. Os parâmetros medidos, as frequências de medição e os limites aplicáveis são definidos pelos órgãos ambientais e pelos documentos técnicos do empreendimento.

A unidade vai gerar mau cheiro?

O recebimento e o processamento de resíduos podem gerar odores se não houver controle adequado. Por isso o projeto trabalha com áreas confinadas e sistemas que mantêm o prédio sob pressão negativa: o ar é puxado para dentro e tratado antes de sair, o que impede a dispersão de odores para a área externa. O desempenho desses sistemas integra o acompanhamento ambiental da operação.

O que acontece com as cinzas e os demais resíduos gerados pelo processo?

Os materiais resultantes do processo são caracterizados e encaminhados conforme suas propriedades, a legislação e as condições do licenciamento ambiental. Estudos técnicos avaliam possibilidades de aproveitamento de determinadas frações — mas qualquer reutilização depende de comprovação técnica e das autorizações aplicáveis, e só será comunicada quando estiver validada.

Por que Palmital foi escolhida?

A localização resultou de estudos técnicos, ambientais e logísticos do empreendimento. A área está conectada à Rodovia Raposo Tavares (SP-270), tem posição central em relação aos municípios participantes e passou por todas as análises exigidas no processo de licenciamento e de desenvolvimento de engenharia.

O que será feito com a energia gerada?

A energia elétrica produzida atende parte das necessidades da própria planta, e a parcela excedente é destinada ao sistema elétrico, conforme a configuração final e os contratos aplicáveis ao empreendimento. Esse excedente é de 5,0 MW, ou 120,96 MWh por dia de operação contínua — o equivalente ao consumo de cerca de 18 mil residências.

Quantos resíduos a CTGE poderá receber?

A capacidade projetada é de até 300 toneladas de resíduos sólidos urbanos por dia.

Quais municípios participam do projeto?

Participam 15 municípios: Assis, Cândido Mota, Cruzália, Echaporã, Florínea, Ibirarema, Lutécia, Oscar Bressane, Ourinhos, Palmital, Paraguaçu Paulista, Pedrinhas Paulista, Platina, Santa Cruz do Rio Pardo e Tarumã.

Quem fiscaliza o empreendimento?

A CTGE está sujeita ao licenciamento e à fiscalização dos órgãos públicos competentes, com destaque para a CETESB no âmbito ambiental estadual. O empreendimento também cumpre as obrigações previstas no contrato de concessão e atende às demais autorizações e normas aplicáveis.

A BAL CIVAP vai gerar créditos de carbono?

Os estudos do projeto apontam potencial de redução de emissões de gases de efeito estufa em comparação com cenários de disposição em aterro, e avaliam a possibilidade de geração de créditos de carbono. A emissão e a comercialização desses créditos, porém, dependem de metodologia, validação, registro e verificação específicos. Enquanto essas etapas não estiverem concluídas, o que existe é potencial — e é assim que a BAL CIVAP trata o assunto.

Quando a CTGE começará a operar?

O empreendimento está em fase de implantação e montagem. O cronograma é atualizado conforme a evolução das obras, dos fornecimentos, do licenciamento e do comissionamento. Os principais marcos são publicados na área “Acompanhe as obras”.

Como posso acompanhar a evolução da obra?

A BAL CIVAP publica no site e em seus canais oficiais notícias, registros fotográficos, vídeos e atualizações sobre os principais marcos de implantação da CTGE.

Como registrar uma dúvida, reclamação ou ocorrência?

A página de Ouvidoria é o canal formal para dúvidas, reclamações, denúncias, sugestões, elogios e ocorrências relacionadas ao empreendimento. O formulário de Contato permanece disponível para assuntos institucionais e solicitações gerais.

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