Durante décadas, grande parte dos resíduos sólidos urbanos brasileiros teve como destino aterros sanitários ou, em situações inadequadas, áreas de disposição irregular.
A proposta da recuperação energética é mudar essa lógica. Em vez de simplesmente depositar o material, parte de seu conteúdo energético pode ser aproveitada para produzir energia.
As apresentações técnicas utilizadas pela BAL CIVAP destacam benefícios associados à gaseificação, como a redução da quantidade de material que necessita de disposição final, menor pressão sobre áreas destinadas a aterros e redução das emissões de gases de efeito estufa — especialmente quando comparadas às emissões de metano associadas à decomposição dos resíduos em aterros.
Os mesmos materiais apontam redução superior a 85% da massa destinada à disposição final como um dos benefícios técnicos projetados para o processo. A preservação do solo, dos recursos hídricos subterrâneos e a redução da dependência de aterros também aparecem entre os objetivos ambientais apresentados pelo projeto.
A lógica é transformar um passivo ambiental em um recurso energético, integrando tratamento de resíduos, geração de energia e planejamento regional.
